sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pastores Voadores


Desafiando a crise, líderes evangélicos brasileiros investem na compra de aviões particulares

Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente.

Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente. Desde o ano passado, diversos pastores brasileiros andam cruzando os céus em aviões próprios, um luxo antes somente reservado a altos executivos, atletas milionários e sheiks do petróleo. A justificativa para as aquisições, algumas na faixa das dezenas de milhões de dólares, é quase sempre a mesma: a necessidade de maior autonomia e disponibilidade para realizar a obra de Deus, o que, no caso dos grandes líderes, demanda constantes deslocamentos pelo país e exterior a fim de dar conta de pregações e participações em palestras e eventos de todo tipo. Eles realmente estão voando alto.

O empresário e bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tem feito a ponte aérea Brasil – Estados Unidos a bordo de um confortável Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões (cerca de R$ 85 milhões). Para comparar, o preço é semelhante ao do Rafale, o caça-bombardeiro francês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sonha comprar para as Forças Armadas brasileiras. Equipado com sala de estar, dois banheiros, minibar e lavabo, além de um confortável sofá, o jato permite deslocamentos dos mais confortáveis até os EUA, onde Macedo mantém residência, e tem autonomia suficiente para levá-lo à Europa ou à África. O Global, adquirido em setembro numa troca por um modelo mais antigo, veio juntar-se à frota da Alliance Jet, empresa integrada ao grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em 40 milhões de dólares.

Edir Macedo justifica o uso de aviões particulares dizendo que precisa levar a Palavra de Deus pelas nações onde a igreja atua, que já são mais de 120, e também para evitar transtornos aos passageiros dos aviões comerciais, pois sua pessoa costuma atrair muita atenção da mídia. Pode haver também outros motivos. Foi em voos particulares que a Polícia Federal descobriu, em 2005, que deputados e empresários ligados à Iurd transportavam dinheiro em espécie, no episódio que ficou conhecido como o caso das malas. Os valores, explicou a igreja na época, teriam sido arrecadados nos cultos e eram transportados dessa maneira por questão de segurança e praticidade até São Paulo e Rio de Janeiro, onde a denominação tem sua administração.

Já o missionário R.R.Soares, mais discreto que o cunhado Macedo, não fez alarde da aquisição do turboélice King Air 350, em novembro, fato noticiado pela revista Veja.. Avaliado em cerca de R$ 9 milhões, a aeronave transporta oito passageiros. Como tem uma agenda das mais apertadas, Soares viaja praticamente toda semana pelos mais de mil templos que sua Igreja Internacional da Graça de Deus tem no país, além de realizar cruzadas e gravar programas diários para a TV. Ele realmente tem pensado alto: a igreja também mantém parceria com a empresa de aviação Ocean Air, através da qual um percentual sobre cada passagem comprada por um membro da Graça reverte para a denominação.

“Conquista” – O que chama a atenção no aeroclube dos pastores são as justificativas espirituais para a compra das aeronaves. Renê Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus (AM) e um dos grandes divulgadores do movimento G12 no Brasil, conta que o seu Falcon é fruto de profecias de grandes homens de Deus como o pastor e conferencista americano Mike Murdock. Em abril de 2009, durante um evento em que ambos estavam, Murdock incentivou uma campanha de doações a fim de que Terra Nova pudesse realizar seu “sonho”. Após chamar Terra Nova à frente, ele mesmo anunciou que ofertaria R$ 10 mil reais, atitude logo seguida por dezenas de pessoas. O avião foi comprado em julho. Dizendo-se “constrangido” com a atitude, Terra Nova admitiu que aquele era seu desejo e que se submetia ao que considerava a vontade de Deus. “O Senhor é testemunha que este avião não é para vaidade, mas para estimular que outros ministérios a que também tenham aviões e, juntos, possamos voar para as nações da terra, pregando o evangelho de Jesus. Assim está estabelecido”, diz o líder em seu site.

“Conquista” e “resultado da fé” também foram as expressões usadas pelo pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP), para comemorar a compra de seu King Air C90, de quatro lugares. O religioso, que durante anos liderou a Assembleia de Deus em Belém (PA) – onde montou a Rede Boas Novas, conglomerado de rádio e TV que cobre vinte estados brasileiros –, se diz muito grato a Deus pela bênção, avaliada em R$ 8,5 milhões. Ele espera juntar-se a outros líderes para montar “uma esquadrilha de aviões para tocar o mundo todo”. Ano passado, Câmara também esteve no noticiário pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades nas eleições para a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).

Mas a aquisição aérea que mais chamou a atenção, dentro e fora do meio evangélico, foi concretizada pelo famoso pastor e apresentador de TV Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Penha, no Rio. Possuir uma aeronave própria era um objetivo anunciado pelo líder já há algum tempo, inclusive em seu programa Vitória em Cristo, um dos campeões de audiência na telinha evangélica. Além dos insistentes pedidos por ofertas para manter-se no ar, Malafaia constantemente tocava no assunto avião em suas falas. O empurrão que faltava foi dado pelo pastor americano Morris Cerullo, outro profeta da prosperidade proprietário de um luxuoso Gulstream G4. Num dos programas, levado ao ar em agosto, Cerullo admoestou os telespectadores a desafiar a crise global e participar de uma campanha de doações ao colega brasileiro – um chamado “desafio profético”, no valor de 900 reais, estipulado graças a uma curiosa aritmética que associava a cifra ao ano de 2009.

Aparentemente surpreso, Silas Malafaia assentiu com o pedido. Não se sabe quanto foi arrecadado a partir dali, mas o fato é que em dezembro o pastor anunciou que o negócio foi fechado por cerca de US$ 12 milhões, cerca de 19 milhões de reais. Trata-se de um jato executivo modelo Cessna com pouco uso. Um “negócio espetacular”, na descrição do próprio. Bastante combatido pela maneira ostensiva com que pede ofertas para seu ministério, o pastor Malafaia, que dirige também a Editora Central Gospel, recorre à consagrada oratória para se defender: “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado com o sucesso da obra alheia.”
(Fonte: Cristianismo Hoje)

domingo, 25 de abril de 2010

O PASTOR QUE VIROU MUÇULMANO

Na segunda semana de janeiro fui surpreendido com uma notícia angustiante: “Pastor da Assembleia de Deus se converte ao islamismo”. Fiquei chocado! Triste, angustiado, revoltado... Enfim, fiquei sem entender. Passados alguns dias desde que essa notícia se tornou pública e correu o Brasil, resolvi me manifestar.

Vamos aos fatos.

O senhor João de Deus (esse é o seu nome próprio) era funcionário público (banco do Brasil) e iniciou a sua vida ministerial na Assembleia de Deus da cidade de Itabaiana, interior da Paraíba a mais de 20 anos atrás. Por volta do final dos anos 90, juntamente com um grupo de pastores saiu da Assembleia de Deus Missão (como é denominado aqui nessa região as igrejas ligadas a CGADB) e se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira, com sua sede no bairro do Cristo Redentor. Em pouco tempo alguns destes pastores que foram para a Assembleia de Deus de Madureira, formaram ministérios autônomos ligados a Convenção Nacional de Madureira, inclusive João de Deus que fundou a “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”.

A filha de João de Deus, segundo consta, se mudou para Dubai, Emirados Árabes, e lá se casou com um árabe muçulmano bem abastado financeiramente. Ao visitar sua filha, voltou com algumas ideias diferentes. Segundo membros da igreja, quando ainda era o pastor da igreja proibiu o irmãos a exercerem os dons espirituais, o que causou um esfriamento na igreja – segundo relatos de irmãos desta referida igreja.

Antes deixar a liderança da igreja (a informação que foi passada para a igreja é que ele iria morar com a filha em Dubai, e por isso estaria entregando a direção da igreja), João de Deus, firmou um acordo no qual receberia uma quantia de dinheiro por 36 meses (uma espécie de indenização). Porém, ainda não havia se declarado muçulmano (embora já o fosse no coração). Quando passou a igreja a outro pastor, então declarou-se muçulmano. Os irmãos da igreja se sentem traídos, pois, no mínimo ele agiu de má fé ao firmar esse acordo financeiro já sendo muçulmano.

Bem, estes são os fatos que são largamente conhecidos na cidade de João Pessoa, inclusive por uma carta feita pelo próprio João de Deus e lida na sua antiga igreja.

Bem, então vejamos:

Conheci João de Deus já no campo Deus é fiel, participamos de algumas reuniões na associação de pastores da cidade. Também nos encontramos no treinamento do Projeto Minha Esperança, onde ela era o representante da Convenção de Madureira na Paraíba. A impressão que tive dele foi a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação bíblica (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições), fruto de uma hermenêutica pobre e com muitas lacunas. Ainda há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que ele se tornasse um líder muçulmano.

A verdade é que João de Deus apostatou da fé, pois nega a divindade de Cristo, a sua volta iminente, a Trindade, e assim como Alexandre e Demas, que, como disse Paulo, amou o presente século, nos tem causado muitos males (2 Tm 4.10,14). João de Deus foi um obreiro inexpressivo, de palavras inexpressivas e posso dizer sem convicção. Pois na sua entrevista para um jornal da cidade ele disse que sempre teve problemas com a data do Natal ser 25 de dezembro! Ora, qualquer crente sabe que tanto faz a data que se comemora o nascimento de Jesus, pois o que importa é o dia em que Ele veio ao nosso coração e mudou a nossa vida. O que importa é que um dia Deus interveio na história humana e enviou o Seu Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Quando passar essa surpresa inicial, ele continuará sendo uma pessoa inexpressiva e o campo que ele enganou e abandonou, com a graça de Deus crescerá (o que não aconteceu quando ele liderava), ele será esquecido e a igreja seguirá caminhando, pois disse Jesus: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

(Ver notícia:Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Madureira na PB se converte ao Islamismo)

Eduardo Leandro Alves

Secretário Executivo de Missões da AD na Paraíba

www.adpb.com.br

eduardoleandroalves.blogspot.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Você é Mórmon?

Se você for mórmon, por favor, entenda que este site não tem nada pessoal contra você. Compreendo que você acredita ter o "testemunho" do Espírito que lhe “confirma” a veracidade do Livro de Mórmon e que crê também que Joseph Smith foi um verdadeiro profeta de Deus. Você é, provavelmente, uma boa pessoa (ou está tentando ser) e quer servir e honrar a Deus. Isso é bom e admirável. Sua fé deve ser realmente grande. Contudo, ela só é legítima se o objeto da sua fé também for.

Jesus disse que a verdade nos libertará (João 8.32), então, se o que está sendo afirmado aqui neste site sobre o Mormonismo for verdade [e acreditamos que seja], poderá ajudar muitas pessoas, inclusive você. Ao menos examine as evidências apresentadas aqui e verifique se elas subsistem a uma avaliação crítica. Se você quiser discutir algum assunto levantado aqui, sinta-se à vontade para nos escrever. Mas, por gentileza, fique dentro do assunto. Anexe documentos e apresente seus argumentos. Muitos mórmons simplesmente lançam insultos sem nenhum fundamento.

No entanto você afirma que tem um testemunho e que sabe que o Mormonismo é verdadeiro. Você leu o Livro de Mórmon e recebeu a confirmação de que é verdadeiro pelo poder do Espírito. Mas até mesmo o que entendemos ser verdade precisa ser examinado à luz da Palavra de Deus. (Atos 17.11).

Deus nos disse para examinarmos todas as coisas à luz de Sua Palavra. (2 Timóteo 3.16). Sugiro que você compare os ensinos do Mormonismo com os ensinos da Bíblia. Talvez você não ache isso necessário, pois "sabe" que a Igreja SUD é verdadeira. Talvez você tenha lido o Livro de Mórmon e sentido um "arder no peito". Talvez você tenha a certeza de que sua fé não irá oscilar, pois tem seu testemunho sobre a legitimidade do Mormonismo, sobre o Livro de Mórmon e sobre Joseph Smith. Certo?

Se você concordou com a afirmação anterior, tenho, então, uma pergunta a lhe fazer: O que você fez com Jesus? É sobre Ele que mais testemunha? É Ele a quem você mais ama e serve? (Mateus 4.19; Romanos 16.18)? Ou é Ele simplesmente um membro de sua igreja, um irmão mais velho e alguém que existe só para a ajudá-lo a testemunhar do Mormonismo? Se for nisso em que você acredita, sinto muito, mas está enganado!

Todas as coisas devem ser examinadas à luz da Palavra de Deus. Porém, o Mormonismo lança fortes dúvidas sobre a veracidade da Bíblia. Afirma que a Bíblia foi corrompida e que muitas verdades simples e preciosas foram perdidas. O 8º Artigo de fé declara: "Acreditamos que a Bíblia seja a Palavra de Deus o quanto esteja correta sua tradução." Em History of the Church, vol. 6, p. 461, Joseph Smith diz, "Eu lhes disse que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros na Terra". Na verdade, Joseph Smith até alterou, ou seja, “corrigiu” a Bíblia em uma versão que chamou de "Uma Versão Inspirada da Versão Autorizada". A Versão Autorizada é popularmente conhecida como A Bíblia King James. Na "Versão Inspirada" de Joseph Smith há várias tentativas de “correção” da Bíblia que temos hoje.

É por trás dessas suspeitas infundadas sobre a Bíblia que a teologia Mórmon prossegue e, assim, permitiu que várias doutrinas mórmons não bíblicas se desenvolvessem.

Esta é uma situação muito parecida com a de quando a serpente falou com Eva: "...Foi isto mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?” (Gênesis 3.1). Satanás, para enganar Eva e também Adão, lançou, primeiramente, dúvidas sobre a Palavra de Deus. Veja, então, o que a serpente diz: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5). Depois que Eva duvidou da Palavra de Deus, Satanás lhe disse que ela seria como Deus, tendo o conhecimento do bem e do mal.

Neste instante, gostaria de destacar o que James Talmage diz em seu livro "Artigos de Fé", página 62: “A chance do vencedor ganhar a recompensa derrotando o mal foi explicada aos nossos pais e eles se regozijaram. Adão disse: 'Louvado seja o nome do Senhor, pois por causa da minha transgressão meus olhos foram abertos; e nesta vida hei de regozijar; e novamente, em carne, verei a Deus'. Eva alegrou-se e declarou: 'Se não fosse por nossa transgressão nunca teríamos frutificado; nunca teríamos conhecido o bem e o mal, a alegria de nossa redenção e a vida eterna que Deus deu a todos que lhe obedecem'.”

É interessante observar que, na teologia Mórmon, foi uma bênção para Adão ter transgredido a Palavra de Deus para que seus olhos pudessem ser abertos. Tanto Adão como Eva indicaram especificamente que sua transgressão foi uma bênção. Mas o mórmon irá dizer que foi a transgressão que permitiu que eles gerassem filhos (frutificassem), que conhecessem o bem e o mal e a verdade da redenção. Minha conclusão é simples: a queda e o pecado da rebelião são celebrados no Mormonismo. Creio que somente os ímpios celebram o pecado.

Eu realmente espero que você busque o Deus da Bíblia, compare-o ao do Mormonismo – sem se basear em sentimentos subjetivos – e examine o Mormonismo contra os fatos. A eternidade é tempo demais para se arriscar estar errado.

Em Jesus, Matt Slick

Tradução de Cíntia Allsup

Fonte: http://www.carm.org/você-é-mórmon