3.5.10

Igreja Universal do Reino de Deus faz sacrifícios usando sangue artificial


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2009/11/ultima-moda-da-universal-e-fazer.html

Irmãos,

O que vocês vão ver agora causa profunda revolta. Principalmente, por ocorrer num local onde há o nome de nosso Senhor e Salvador na porta. Eu não consegui terminar de escrever este texto sem chorar.

A simbologia por trás deste ritual é uma mistureba completa. Faz uma simulação de passagem nos átrios do templo, da via crucis – ou via dolorosa -, passa por idolatria despropositada de água e óleos e culmina na mais descabida heresia da simulação de um sacrifício em um altar (na verdade, uma coluna para sacrifício, como a de Jacó) com direito a sangue falso e tudo.

Qualquer pessoa que tenha entendimento o bastante para ter aceitado Jesus Cristo como seu Salvador, há de ter compreendido ao confessá-Lo como Senhor que:

Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, é "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores. Que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus 7:26-27). Cristo, por meio de seu sangue, entrou no lugar santo do céu, tendo obtido para nós a redenção eterna e agora apresenta-se a nosso favor diante da face de Deus (Hebreus 9:12, 24). O resultado da expiação é nossa redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados" (Efésios 1:7). Na verdade, ele "nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados" (Apocalipse 1:5). Onde há remissão de pecados, "já não há oferta pelo pecado" (Hebreus 10:18), porque Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, o meio pelo qual Deus se reconcilia ao homem pecador (1 João 2:2).

Também há de perceber que o simulacro de sacrifício visto nestas cenas – e não estranhe se em breve cordeiros forem sacrificados neste mesmo altar – constitui extrema ofensa!

Que o Senhor tenha piedade dos que são incapazes de entender isto, e que venha a Sua ira a fulminar esta cambada de sacerdotes estelionatários da IURD!


30.4.10

O reino deste mundo



Escândalo no Distrito Federal mostra que políticos evangélicos continuam caindo em tentação


Por Valter Gonçalves Júnior

Depois que a “Operação Caixa de Pandora”, da Polícia Federal, revelou, no fim de novembro de 2009, as entranhas do governo de José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal, as palavras “panetone” e “oração” ganharam novos significados. Quando Arruda disse que os R$ 50 mil que aparece recebendo em vídeo seriam para comprar o tradicional pão natalino para os pobres, em Brasília “panetone” virou imediatamente sinônimo de corrupção. No segundo caso, criou-se a expressão “oração da propina”. É que as imagens chocantes de dois deputados de Brasília orando com Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda e incumbido de distribuir o dinheiro do esquema – foram capazes de dar até ao momento sagrado da conversa com Deus uma outra conotação. E políticos identificados como evangélicos mais uma vez estiveram no meio de um escândalo.

Os deputados da Câmara Distrital Leonardo Prudente (ex-DEM) e Rubens Brunelli (DEM), que aparecem no vídeo, negam que naquele momento estivessem, como veiculado pela imprensa, agradecendo a Deus pela propina do que ficou conhecido como “mensalão do DEM”. Mesmo assim, o contexto é inegavelmente dos mais comprometedores (ver box). Para a advogada Damares Alves, que há dez anos é assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, situações como essa tendem a repetir-se. O problema, explica, é muito mais grave do que parece. Está na raiz da representação evangélica no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas e câmaras municipais. “O crente é corruptor. Os próprios pastores e crentes corrompem os políticos”, lamenta a assessora, atribuindo parte do problema à enormidade de pedidos de favores e de dinheiro que chegam aos parlamentares eleitos com apoio das igrejas, numa versão evangélica do velho clientelismo brasileiro. “É a política do ‘toma lá dá cá’. É tanto pedido, os deputados são tão cobrados por sua base, que acabam sendo induzidos a isso. Não que os políticos sejam inocentes ou ingênuos”, reconhece. “Mas o deputado recebe voto e depois tem que pagar até lua-de-mel do filho do pastor. E como atender esses pedidos? Enquanto isso não mudar, veremos escândalo sobre escândalo”, afirma Damares.

Ao contrário de parlamentares que representam grandes segmentos sociais e econômicos, que têm suas campanhas eleitorais custeadas por doações mais robustas, os evangélicos, apoiados por redes de pequenas igrejas, já tomam posse pensando em como vão pagar suas dívidas de campanha e manter a base que os elegeu. A saída acaba sendo o clientelismo e a troca de favores, que muitas vezes envolve dinheiro público. Damares observa que esses políticos – que são, na origem, “geralmente um pastor ou um advogado pobre” – acabam sacrificando princípios para manter seus mandatos. “Os parlamentares vão alimentando isso ao longo dos anos”, diz. Em consequência, os evangélicos, quase sempre, ironicamente, integrantes do chamado “baixo clero” do Legislativo, são alvo fácil para os lobistas que circulam em Brasília oferecendo as mais variadas vantagens.

Prova disso, diz a assessora, é o escândalo dos sanguessugas, de 2006. Não por falta de aviso, o caso terminou por atingir metade da bancada evangélica do Congresso Nacional, então de 68 parlamentares. Confessando-se “angustiada”, Damares diz permanecer como assessora parlamentar da frente evangélica por ver nesse trabalho uma espécie de ministério, no qual analisa e dá pareceres a projetos de lei que afetam diretamente princípios ligados à vida. Por mês, diz ela, são analisados mais de 50 projetos diretamente relacionados a temas de preocupação dos cristãos. “Nestes 20 anos de bancada, deveríamos ter avançado muito mais na questão ética”, lamenta. “O que me deixa muito triste é que enquanto isso há tantas frentes, tantas batalhas em defesa da vida e da família. Precisamos, no mínimo, de 100 parlamentares cristãos no Congresso para cuidar de questões como liberdade religiosa, exclusão social, opressão dos pobres, abandono de idosos, aborto, eutanásia, dependência química e tantas outras”, enumera, lembrando que também assessora a Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida.

Omissão da Igreja – O extenso vocabulário da corrupção tem renovação garantida no Brasil. Cada escândalo traz consigo o dom de mudar o sentido das palavras a ele relacionadas, garantindo assim um novo estoque de piadas – forma encontrada pela população desde a época do Império para expressar seu descontentamento. No caso do uso indevido de cartões corporativos do governo federal, por exemplo, a “tapioca” ficou celebrizada. No caso dos “sanguessugas” – em que parlamentares incluíam emendas no Orçamento para beneficiar a empresa Planan, da família Vedoin –, até a palavra “ambulância” ganhou outra conotação. A lista é longa. Mas “oração da propina” é um termo muito doloroso para os crentes. “O que mais me indignou foi que tudo isso serviu para as pessoas quebrarem o quarto mandamento e usarem o nome de Deus em vão”, diz o presbiteriano Renato Amorim, que sofreu com as gozações no ambiente de trabalho: colegas com quem convive há anos repetiram várias vezes a chamada “oração da propina”, na íntegra.

“Senti-me totalmente desrespeitado e desautorizado”, diz ele, que participou de um dos protestos em frente à Câmara Distrital para exigir o afastamento de todos os envolvidos com o escândalo. Servidor do Superior Tribunal de Justiça, Amorim, que se prepara para fazer na França um doutorado em ciências políticas, disse que iria à manifestação mesmo se o escândalo não atingisse a Igreja Evangélica, como a seu ver atinge. “O escândalo evidenciou a concepção de que é possível agir por meios escusos, obscuros, e sacralizar isso por meio de orações, cultos ou dízimos”, observa. Ele também lamenta que, mesmo chamuscados, os evangélicos em geral tenham se omitido. “A Igreja sofre paralisia. Mesmo quando atacada, como foi nesse caso, ficou totalmente muda, não se defendeu como instituição”, critica. Quanto aos políticos crentes, Amorim diz não se sentir representado por eles, em quem não votou. “Não consigo identificar uma ação efetiva dos evangélicos no campo da política. Eles pensam de maneira religiosa, mas isso é um erro. Pensar em termos políticos significa pensar no quê, como cristaos, podemos conceber de bom também para os que não abraçam a fé”, diz Amorim. No seu entendimento, ao não conseguir dialogar adequadamente com o Estado laico e secularizado, os evangélicos deixam escapar o conceito de “justo” para todos os segmentos da sociedade. “Só se pensa no que é pecado ou não, mas nem isso de maneira séria. Uma concepção política que tenha como meta simplesmente alcançar o poder está fadada ao fracasso”, sentencia.

Um dos coordenadores do movimento Evangélicos Pela Justiça (EPJ), o crente batista Geter Borges tenta reverter a situação. Seu grupo tem acompanhado a tímida reação das igrejas ao escândalo e enviou carta aos pastores de todas as denominações indagando o que pensam sobre a conjuntura política no Distrito Federal. O texto sugere que os evangélicos assinem um manifesto e se mobilizem para pedir o afastamento imediato de todos os envolvidos nas denúncias. “O problema não é ter corrupção no campo evangélico. As pessoas estão sujeitas a mudar de rumo e se afastar da ética. O problema é a omissão diante desse fato, o que termina legitimando isso”, afirma Geter. Para ele, as igrejas devem se manifestar contra a corrupção “de forma massiva”. A cultura evangélica de afastamento das questões sociopolíticas, na sua opinião, contribui para o silêncio em relação à corrupção, assim como aos demais problemas do país. Por outro lado, diz, “a partidarização contamina a Igreja com a cultura de partido”, comprometendo sua voz profética. “A igreja deve lutar contra a cultura do ‘rouba mas faz’ e do ‘bobo é quem é honesto’. E não deve manipular a opinião dos membros e nem comercializar o voto de seus adeptos”, prega.

Geter salienta que o caso Arruda mostra que há um problema estrutural a ser enfrentado: a independência com que agem os políticos depois de eleitos, só prestando contas à população a cada quatro anos: “O eleitor tem como única alternativa esperar o dia da eleição chegar e trocar os representantes, que depois irão agir da mesma forma”. Ele lembra que o afastamento do governador depende da Câmara Distrital, também atingida pelas acusações, e aponta para a morosidade do Judiciário. “A gente precisa enfrentar esse elemento estrutural. Sem isso não vai conseguir avançar na democracia”, declara ele, que trabalha como assessor parlamentar da bancada PT na Câmara dos Deputados.

Resgate ético – O pastor Isaías Lobão, professor de teologia e atualmente membro da Igreja Presbiteriana de Cruzeiro Novo, em Brasília, vai na mesma linha. E não mede palavras. “Se a gente for olhar a prática das igrejas, a gente não é crente, não. A ética dos evangélicos não tem sido diferente da mundana. Esses grupos neopentecostais, especialmente, se adaptaram ao pior da cultura brasileira. Não é novidade”, afirma. “A chamada ‘oração da propina’ pode não ter sido diretamente relacionada ao pagamento da propina em si, mas agradecia pelas bênçãos que vinham através do Durval”, salienta, sublinhando o argumento de uma suposta “perseguição” é sempre evocada pelos crentes colhidos em situação escandalosa.

Isaías pede atitude “mais protestante’ e critica o silêncio da maioria das igrejas, o que para ele sugere cumplicidade. O pastor aponta ainda a “omissão dos bons”, que permitiria que o espaço na mídia, na política e na sociedade seja tomado por pessoas sem representatividade e despreparadas. “A quem esses deputados representam?”, indaga. Além disso, rebate a “teologia duvidosa ou truncada” dos envolvidos em escândalos, na maioria ligados à teologia da prosperidade. Segundo observa, ao estilo do velho catolicismo, repete-se com frequência o versículo “não toqueis nos meus ungidos” para evitar o debate crítico. “Mas a Reforma protestante tornou o pastor não um sacerdote intocável e infalível, mas um docente, alguém que ensina a Palavra e deve vivê-la”. Por outro lado, diz, a Igreja tem abandonado as suas marcas, dentre as quais a disciplina aos que cometem erro. Para Isaías, resgatar a ética não é uma batalha perdida, mas depende da mobilização individual, em todas as denominações, para pressionar as lideranças. E diz ser preciso fugir do pragmatismo fácil da adaptação acrítica à cultura brasileira e democratizar as igrejas, que hoje contam com líderes autocráticos, que não admitem críticas e contestações. “Falta lastro doutrinário com a reforma, que coloca a Bíblia como guia de fé e prática”, conclui.

Suspeitos preferem o silêncio

As igrejas não tiveram uma reação única à divulgação, em dezembro, da chamada “oração da propina”, em que dois deputados oram com Durval Barbosa, pivô do escândalo no Distrito Federal. Em grande parte, elas não tomaram posições públicas. Quando o vídeo foi divulgado, a católica Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e a Igreja de Confissão Luterana do Brasil condenaram os envolvidos no episódio. No dia seguinte, em nome da Ordem dos Ministros Evangélicos do Gama, cidade-satélite do DF, o pastor Osesa de Oliveira entrou com um pedido de impeachment contra o governador José Roberto Arruda e o vice Paulo Octávio, e de afastamento dos deputados Leonardo Prudente, da Igreja Sara Nossa Terra, e Rubens Brunelli, da Igreja Casa da Bênção, bem como dos demais acusados no inquérito da PF.

Ex-secretário do Trabalho do governo do Distrito Federal – cargo que deixou em julho –, o bispo e fundador da Igreja Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, que também é deputado federal, não foi citado no inquérito que acusa o governador e vários de seus assessores. Rodovalho, que era do DEM, hoje está no PP. Por meio de nota, a Sara Nossa Terra declarou repúdio a “todo desvio ético e a toda forma de corrupção”. O texto afirma que, no caso dos religiosos envolvidos no escândalo, “o dano é maior porque cabe a eles ser luz do mundo e sal da terra”. Lembrando que Rodovalho não foi implicado “nem indiretamente” nas investigações, sua assessoria de comunicação disse à revista CRISTIANISMO HOJE que o bispo “tem compromisso com a Palavra de Deus e com os valores do Reino de Deus”.

Além disso, a assessoria declarou que Leonardo Prudente foi da Sara Nossa Terra, mas nunca teve nenhum cargo de liderança. Prudente foi flagrado escondendo na meia dinheiro recebido de Durval Barbosa. Mesmo assim, segue como presidente da Câmara Distrital. Rubens Brunelli, por outro lado, recebeu apoio da Igreja Casa da Bênção, que chegou a divulgar que o deputado estava, na verdade, orando pela justiça e contra a corrupção no DF. Segundo o pastor Caio Fábio D’Araújo Filho, hoje radicado em Brasília e dirigindo a igreja Caminho da Graça, Brunelli o procurou para negar que, na chamada “oração da propina”, estivesse agradecendo por ter recebido dinheiro de corrupção.

Procurados por meio de sua assessoria, os deputados, que voltavam do recesso parlamentar e terão a missão de julgar o pedido de impeachment contra Arruda, não responderam à reportagem de CRISTIANISMO HOJE.

O governador José Arruda é o principal suspeito investigado pela Caixa de Pandora

A Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, revelou em detalhes como a corrupção se tornou prática comum na política do Distrito Federal. Escutas autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça e transcritas em extenso inquérito mostram o governador José Roberto Arruda negociando abertamente com assessores a distribuição de dinheiro proveniente de contratos superfaturados. Os pagamentos eram feitos pelo então secretário de Relações Institucionais do governo do DF, Durval Barbosa, que colaborou com as investigações em troca da delação premiada e já operava desde o governo anterior, de Joaquim Roriz.

De acordo com o inquérito, entre os beneficiários do esquema estariam o govenador, o vice Paulo Octávio, grande parte dos deputados distritais – incluindo o presidente da Câmara, Leonardo Prudente –, além secretários de governo, empresários, donos de jornais e até membros do Ministério Público do DF. Em sua defesa, Arruda, desfiliado do DEM, disse que a aparelhagem da PF estava com defeito. Além das escutas autorizadas da PF, alimentam o escândalo horas de fitas de vídeo gravadas em 2006 pelo próprio Durval. Em resposta à cena em que aparece recebendo R$ 50 mil, Arruda disse que o dinheiro seria usado para compra de panetones para os pobres.

Tragédia anunciada

“Deputado, eu quero abençoar a sua igreja e seu trabalho social”. Assim o empresário Darci Vedoin, dono da Planam, e seu filho Luiz Antônio abordavam parlamentares evangélicos em seus gabinetes. E simpáticos, como quem não quer nada, muitas vezes doavam dinheiro e ambulâncias fabricadas pela empresa. Corria o ano de 2003 e, desconfiada, a assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, Damares Alves, advertiu com insistência os integrantes da bancada contra a estranha abordagem dos Vedoin. Ela falou com assessores e deputados, antes mesmo de saber que o Ministério Público (MP) estava com o caso na mira. Ao ter confirmadas as suspeitas, Damares reforçou os avisos. “Fiz uma maratona. Fui aos gabinetes. Eles todos foram orientados. Senadores e deputados”, relembra.

A estratégia do empresário consistia em negociar com parlamentares a inclusão de emendas no Orçamento da União para a compra de ambulâncias. Para levar a comissão no negócio, os próprios parlamentares se transformavam em agentes da Planam, fazendo lobby junto a prefeitos para que, nas licitações, terminassem por comprar as ambulâncias da empresa. No fim, os Vedoin, em troca da delação premiada, entregaram à Polícia Federal e ao MP uma extensa lista com os nomes dos políticos que entraram em seu esquema. Na bancada evangélica, foi um estrago. Nem mesmo com os avisos de Damares os parlamentares deixaram de aceitar a “bênção” dos Vedoin. Em 2006, quando explodiu o escândalo, a bancada foi dizimada. Dos 68 integrantes, 34 foram acusados pelo MP de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Como numa corrente, um parlamentar havia puxado outro para o esquema.

Pastores Voadores


Desafiando a crise, líderes evangélicos brasileiros investem na compra de aviões particulares

Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente.

Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente. Desde o ano passado, diversos pastores brasileiros andam cruzando os céus em aviões próprios, um luxo antes somente reservado a altos executivos, atletas milionários e sheiks do petróleo. A justificativa para as aquisições, algumas na faixa das dezenas de milhões de dólares, é quase sempre a mesma: a necessidade de maior autonomia e disponibilidade para realizar a obra de Deus, o que, no caso dos grandes líderes, demanda constantes deslocamentos pelo país e exterior a fim de dar conta de pregações e participações em palestras e eventos de todo tipo. Eles realmente estão voando alto.

O empresário e bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tem feito a ponte aérea Brasil – Estados Unidos a bordo de um confortável Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões (cerca de R$ 85 milhões). Para comparar, o preço é semelhante ao do Rafale, o caça-bombardeiro francês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sonha comprar para as Forças Armadas brasileiras. Equipado com sala de estar, dois banheiros, minibar e lavabo, além de um confortável sofá, o jato permite deslocamentos dos mais confortáveis até os EUA, onde Macedo mantém residência, e tem autonomia suficiente para levá-lo à Europa ou à África. O Global, adquirido em setembro numa troca por um modelo mais antigo, veio juntar-se à frota da Alliance Jet, empresa integrada ao grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em 40 milhões de dólares.

Edir Macedo justifica o uso de aviões particulares dizendo que precisa levar a Palavra de Deus pelas nações onde a igreja atua, que já são mais de 120, e também para evitar transtornos aos passageiros dos aviões comerciais, pois sua pessoa costuma atrair muita atenção da mídia. Pode haver também outros motivos. Foi em voos particulares que a Polícia Federal descobriu, em 2005, que deputados e empresários ligados à Iurd transportavam dinheiro em espécie, no episódio que ficou conhecido como o caso das malas. Os valores, explicou a igreja na época, teriam sido arrecadados nos cultos e eram transportados dessa maneira por questão de segurança e praticidade até São Paulo e Rio de Janeiro, onde a denominação tem sua administração.

Já o missionário R.R.Soares, mais discreto que o cunhado Macedo, não fez alarde da aquisição do turboélice King Air 350, em novembro, fato noticiado pela revista Veja.. Avaliado em cerca de R$ 9 milhões, a aeronave transporta oito passageiros. Como tem uma agenda das mais apertadas, Soares viaja praticamente toda semana pelos mais de mil templos que sua Igreja Internacional da Graça de Deus tem no país, além de realizar cruzadas e gravar programas diários para a TV. Ele realmente tem pensado alto: a igreja também mantém parceria com a empresa de aviação Ocean Air, através da qual um percentual sobre cada passagem comprada por um membro da Graça reverte para a denominação.

“Conquista” – O que chama a atenção no aeroclube dos pastores são as justificativas espirituais para a compra das aeronaves. Renê Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus (AM) e um dos grandes divulgadores do movimento G12 no Brasil, conta que o seu Falcon é fruto de profecias de grandes homens de Deus como o pastor e conferencista americano Mike Murdock. Em abril de 2009, durante um evento em que ambos estavam, Murdock incentivou uma campanha de doações a fim de que Terra Nova pudesse realizar seu “sonho”. Após chamar Terra Nova à frente, ele mesmo anunciou que ofertaria R$ 10 mil reais, atitude logo seguida por dezenas de pessoas. O avião foi comprado em julho. Dizendo-se “constrangido” com a atitude, Terra Nova admitiu que aquele era seu desejo e que se submetia ao que considerava a vontade de Deus. “O Senhor é testemunha que este avião não é para vaidade, mas para estimular que outros ministérios a que também tenham aviões e, juntos, possamos voar para as nações da terra, pregando o evangelho de Jesus. Assim está estabelecido”, diz o líder em seu site.

“Conquista” e “resultado da fé” também foram as expressões usadas pelo pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP), para comemorar a compra de seu King Air C90, de quatro lugares. O religioso, que durante anos liderou a Assembleia de Deus em Belém (PA) – onde montou a Rede Boas Novas, conglomerado de rádio e TV que cobre vinte estados brasileiros –, se diz muito grato a Deus pela bênção, avaliada em R$ 8,5 milhões. Ele espera juntar-se a outros líderes para montar “uma esquadrilha de aviões para tocar o mundo todo”. Ano passado, Câmara também esteve no noticiário pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades nas eleições para a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).

Mas a aquisição aérea que mais chamou a atenção, dentro e fora do meio evangélico, foi concretizada pelo famoso pastor e apresentador de TV Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Penha, no Rio. Possuir uma aeronave própria era um objetivo anunciado pelo líder já há algum tempo, inclusive em seu programa Vitória em Cristo, um dos campeões de audiência na telinha evangélica. Além dos insistentes pedidos por ofertas para manter-se no ar, Malafaia constantemente tocava no assunto avião em suas falas. O empurrão que faltava foi dado pelo pastor americano Morris Cerullo, outro profeta da prosperidade proprietário de um luxuoso Gulstream G4. Num dos programas, levado ao ar em agosto, Cerullo admoestou os telespectadores a desafiar a crise global e participar de uma campanha de doações ao colega brasileiro – um chamado “desafio profético”, no valor de 900 reais, estipulado graças a uma curiosa aritmética que associava a cifra ao ano de 2009.

Aparentemente surpreso, Silas Malafaia assentiu com o pedido. Não se sabe quanto foi arrecadado a partir dali, mas o fato é que em dezembro o pastor anunciou que o negócio foi fechado por cerca de US$ 12 milhões, cerca de 19 milhões de reais. Trata-se de um jato executivo modelo Cessna com pouco uso. Um “negócio espetacular”, na descrição do próprio. Bastante combatido pela maneira ostensiva com que pede ofertas para seu ministério, o pastor Malafaia, que dirige também a Editora Central Gospel, recorre à consagrada oratória para se defender: “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado com o sucesso da obra alheia.”
(Fonte: Cristianismo Hoje)

25.4.10

O PASTOR QUE VIROU MUÇULMANO

Na segunda semana de janeiro fui surpreendido com uma notícia angustiante: “Pastor da Assembleia de Deus se converte ao islamismo”. Fiquei chocado! Triste, angustiado, revoltado... Enfim, fiquei sem entender. Passados alguns dias desde que essa notícia se tornou pública e correu o Brasil, resolvi me manifestar.

Vamos aos fatos.

O senhor João de Deus (esse é o seu nome próprio) era funcionário público (banco do Brasil) e iniciou a sua vida ministerial na Assembleia de Deus da cidade de Itabaiana, interior da Paraíba a mais de 20 anos atrás. Por volta do final dos anos 90, juntamente com um grupo de pastores saiu da Assembleia de Deus Missão (como é denominado aqui nessa região as igrejas ligadas a CGADB) e se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira, com sua sede no bairro do Cristo Redentor. Em pouco tempo alguns destes pastores que foram para a Assembleia de Deus de Madureira, formaram ministérios autônomos ligados a Convenção Nacional de Madureira, inclusive João de Deus que fundou a “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”.

A filha de João de Deus, segundo consta, se mudou para Dubai, Emirados Árabes, e lá se casou com um árabe muçulmano bem abastado financeiramente. Ao visitar sua filha, voltou com algumas ideias diferentes. Segundo membros da igreja, quando ainda era o pastor da igreja proibiu o irmãos a exercerem os dons espirituais, o que causou um esfriamento na igreja – segundo relatos de irmãos desta referida igreja.

Antes deixar a liderança da igreja (a informação que foi passada para a igreja é que ele iria morar com a filha em Dubai, e por isso estaria entregando a direção da igreja), João de Deus, firmou um acordo no qual receberia uma quantia de dinheiro por 36 meses (uma espécie de indenização). Porém, ainda não havia se declarado muçulmano (embora já o fosse no coração). Quando passou a igreja a outro pastor, então declarou-se muçulmano. Os irmãos da igreja se sentem traídos, pois, no mínimo ele agiu de má fé ao firmar esse acordo financeiro já sendo muçulmano.

Bem, estes são os fatos que são largamente conhecidos na cidade de João Pessoa, inclusive por uma carta feita pelo próprio João de Deus e lida na sua antiga igreja.

Bem, então vejamos:

Conheci João de Deus já no campo Deus é fiel, participamos de algumas reuniões na associação de pastores da cidade. Também nos encontramos no treinamento do Projeto Minha Esperança, onde ela era o representante da Convenção de Madureira na Paraíba. A impressão que tive dele foi a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação bíblica (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições), fruto de uma hermenêutica pobre e com muitas lacunas. Ainda há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que ele se tornasse um líder muçulmano.

A verdade é que João de Deus apostatou da fé, pois nega a divindade de Cristo, a sua volta iminente, a Trindade, e assim como Alexandre e Demas, que, como disse Paulo, amou o presente século, nos tem causado muitos males (2 Tm 4.10,14). João de Deus foi um obreiro inexpressivo, de palavras inexpressivas e posso dizer sem convicção. Pois na sua entrevista para um jornal da cidade ele disse que sempre teve problemas com a data do Natal ser 25 de dezembro! Ora, qualquer crente sabe que tanto faz a data que se comemora o nascimento de Jesus, pois o que importa é o dia em que Ele veio ao nosso coração e mudou a nossa vida. O que importa é que um dia Deus interveio na história humana e enviou o Seu Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Quando passar essa surpresa inicial, ele continuará sendo uma pessoa inexpressiva e o campo que ele enganou e abandonou, com a graça de Deus crescerá (o que não aconteceu quando ele liderava), ele será esquecido e a igreja seguirá caminhando, pois disse Jesus: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

(Ver notícia:Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Madureira na PB se converte ao Islamismo)

Eduardo Leandro Alves

Secretário Executivo de Missões da AD na Paraíba

www.adpb.com.br

eduardoleandroalves.blogspot.com

29.3.10

Você é Mórmon?

Se você for mórmon, por favor, entenda que este site não tem nada pessoal contra você. Compreendo que você acredita ter o "testemunho" do Espírito que lhe “confirma” a veracidade do Livro de Mórmon e que crê também que Joseph Smith foi um verdadeiro profeta de Deus. Você é, provavelmente, uma boa pessoa (ou está tentando ser) e quer servir e honrar a Deus. Isso é bom e admirável. Sua fé deve ser realmente grande. Contudo, ela só é legítima se o objeto da sua fé também for.

Jesus disse que a verdade nos libertará (João 8.32), então, se o que está sendo afirmado aqui neste site sobre o Mormonismo for verdade [e acreditamos que seja], poderá ajudar muitas pessoas, inclusive você. Ao menos examine as evidências apresentadas aqui e verifique se elas subsistem a uma avaliação crítica. Se você quiser discutir algum assunto levantado aqui, sinta-se à vontade para nos escrever. Mas, por gentileza, fique dentro do assunto. Anexe documentos e apresente seus argumentos. Muitos mórmons simplesmente lançam insultos sem nenhum fundamento.

No entanto você afirma que tem um testemunho e que sabe que o Mormonismo é verdadeiro. Você leu o Livro de Mórmon e recebeu a confirmação de que é verdadeiro pelo poder do Espírito. Mas até mesmo o que entendemos ser verdade precisa ser examinado à luz da Palavra de Deus. (Atos 17.11).

Deus nos disse para examinarmos todas as coisas à luz de Sua Palavra. (2 Timóteo 3.16). Sugiro que você compare os ensinos do Mormonismo com os ensinos da Bíblia. Talvez você não ache isso necessário, pois "sabe" que a Igreja SUD é verdadeira. Talvez você tenha lido o Livro de Mórmon e sentido um "arder no peito". Talvez você tenha a certeza de que sua fé não irá oscilar, pois tem seu testemunho sobre a legitimidade do Mormonismo, sobre o Livro de Mórmon e sobre Joseph Smith. Certo?

Se você concordou com a afirmação anterior, tenho, então, uma pergunta a lhe fazer: O que você fez com Jesus? É sobre Ele que mais testemunha? É Ele a quem você mais ama e serve? (Mateus 4.19; Romanos 16.18)? Ou é Ele simplesmente um membro de sua igreja, um irmão mais velho e alguém que existe só para a ajudá-lo a testemunhar do Mormonismo? Se for nisso em que você acredita, sinto muito, mas está enganado!

Todas as coisas devem ser examinadas à luz da Palavra de Deus. Porém, o Mormonismo lança fortes dúvidas sobre a veracidade da Bíblia. Afirma que a Bíblia foi corrompida e que muitas verdades simples e preciosas foram perdidas. O 8º Artigo de fé declara: "Acreditamos que a Bíblia seja a Palavra de Deus o quanto esteja correta sua tradução." Em History of the Church, vol. 6, p. 461, Joseph Smith diz, "Eu lhes disse que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros na Terra". Na verdade, Joseph Smith até alterou, ou seja, “corrigiu” a Bíblia em uma versão que chamou de "Uma Versão Inspirada da Versão Autorizada". A Versão Autorizada é popularmente conhecida como A Bíblia King James. Na "Versão Inspirada" de Joseph Smith há várias tentativas de “correção” da Bíblia que temos hoje.

É por trás dessas suspeitas infundadas sobre a Bíblia que a teologia Mórmon prossegue e, assim, permitiu que várias doutrinas mórmons não bíblicas se desenvolvessem.

Esta é uma situação muito parecida com a de quando a serpente falou com Eva: "...Foi isto mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?” (Gênesis 3.1). Satanás, para enganar Eva e também Adão, lançou, primeiramente, dúvidas sobre a Palavra de Deus. Veja, então, o que a serpente diz: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5). Depois que Eva duvidou da Palavra de Deus, Satanás lhe disse que ela seria como Deus, tendo o conhecimento do bem e do mal.

Neste instante, gostaria de destacar o que James Talmage diz em seu livro "Artigos de Fé", página 62: “A chance do vencedor ganhar a recompensa derrotando o mal foi explicada aos nossos pais e eles se regozijaram. Adão disse: 'Louvado seja o nome do Senhor, pois por causa da minha transgressão meus olhos foram abertos; e nesta vida hei de regozijar; e novamente, em carne, verei a Deus'. Eva alegrou-se e declarou: 'Se não fosse por nossa transgressão nunca teríamos frutificado; nunca teríamos conhecido o bem e o mal, a alegria de nossa redenção e a vida eterna que Deus deu a todos que lhe obedecem'.”

É interessante observar que, na teologia Mórmon, foi uma bênção para Adão ter transgredido a Palavra de Deus para que seus olhos pudessem ser abertos. Tanto Adão como Eva indicaram especificamente que sua transgressão foi uma bênção. Mas o mórmon irá dizer que foi a transgressão que permitiu que eles gerassem filhos (frutificassem), que conhecessem o bem e o mal e a verdade da redenção. Minha conclusão é simples: a queda e o pecado da rebelião são celebrados no Mormonismo. Creio que somente os ímpios celebram o pecado.

Eu realmente espero que você busque o Deus da Bíblia, compare-o ao do Mormonismo – sem se basear em sentimentos subjetivos – e examine o Mormonismo contra os fatos. A eternidade é tempo demais para se arriscar estar errado.

Em Jesus, Matt Slick

Tradução de Cíntia Allsup

Fonte: http://www.carm.org/você-é-mórmon

FOI O DAIME, afirma pai de assassino

Carlos Grecchi, o pai do jovem que matou Glauco: "O chá foi o fator desencadeante"

O comerciante Carlos Grecchi, pai de Carlos Eduardo, o assassino confesso de Glauco e Raoni, atribui o agravamento do estado psíquico de seu filho ao consumo do santo-daime. Na última quinta-feira, Grecchi, que vive em Goiás, falou a um grupo de jornalistas no escritório de seu advogado, em São Paulo.

DAIME E ESQUIZOFRENIA

"Para mim, o chá que Carlos Eduardo tomava no Céu de Maria foi o fator desencadeante de um surto psicótico – que, rezo a Deus, não se transformará numa esquizofrenia profunda. Eu sei como é um surto psicótico, porque convivi com a mãe dele, que tem esquizofrenia. O exame toxicológico feito nele deu positivo para maconha. Vocês acham que alguém que fuma maconha teria ficado daquele jeito? Agora, na Polícia Federal, ele não está usando drogas e continua alterado. Que droga teria um efeito tão prolongado?"

A FAMÍLIA "ACHOU LEGAL"

"Quando meu filho contou que estava frequentando a igreja, a família até achou legal. Mas, pouco tempo depois, ele começou a querer doutrinar os amigos. Só falava da igreja, chegou a ponto de rezar para as plantas, falando que elas eram encarnação de Jesus... Eu falei que ia ter de interná-lo. Ele se ajoelhou e pediu pelo amor de Deus para não interná-lo, porque não queria ficar igual à mãe"

ELE TAMBÉM EXPERIMENTOU

"No ano em que ele passou a frequentar a igreja, eu fui até lá e tomei o chá para saber o que meu filho estava tomando. É claramente alucinógeno. Você fica viajando, fora da realidade"

UM PEDIDO À IGREJA

"Tentei convencê-lo a não ir mais ao Céu de Maria. Em 2007, fui até lá pedir pessoalmente para que não o deixassem mais tomar o chá. O Glauco disse que não podia fechar as portas para ninguém. Minha mãe, que tem 80 anos, também foi reclamar, mas ofereceram o chá para ela"

O ÚLTIMO CHÁ

"No réveillon, meu filho foi até o Céu de Maria. Ele me ligou quando tentava voltar para casa, dizendo que estava morrendo. Eu o encontrei num estado lamentável, dentro do carro, em um barranco. Ele estava tremendo, suado, e havia urinado e defecado nas calças. Segurava o celular. Eu tinha ligado umas vinte vezes, e ele não conseguia atender. Levei-o para casa, e ele disse que havia exagerado um pouco no tal do chá"

Para saber mais sobre a seita do Santo Daime -Clique aqui

Fonte: Revista Veja

Lei inglesa forçará igrejas a realizar “casamentos” gays

Lei inglesa forçará igrejas a realizar “casamentos” gays, diz bispo anglicano Hilary White

Duas emendas na Lei de Igualdade proposta pelo governo inglês protegeriam os direitos de consciência de agências católicas de adoção e de funcionários de cartórios de casamento, mas foram removidas de consideração na Câmara dos Lordes na terça-feira da semana passada depois de acusações de “homofobia”.

Outra emenda, que permite que igrejas conduzam “casamentos” homossexuais, foi aprovada tarde da mesma noite. Alguns, inclusive o bispo anglicano de Winchester, antecipam que essa emenda levará as igrejas a serem forçadas a realizar “casamentos” gays.

No debate que ocorreu depois das duas primeiras emendas, que foram adiadas pela baronesa Butler-Sloss, a baronesa disse: “Todos os tipos de minoria precisam de proteção, não só as minorias que estão em relacionamentos de mesmo sexo”.

“Temos de incorporar várias religiões e várias crenças culturais. Somos uma sociedade tolerante, e a Lei de Igualdade tem de reconhecer isso também”.

Depois que suas emendas foram criticadas por outro membro da Câmara Alta como sendo “profunda e ofensivamente homofóbicas”, Butler-Sloss as retirou, dizendo que estava “profundamente chocada” com o fato de que tivessem sido consideradas desse jeito. Uma delas teria fornecido isenção para as agências católicas de adoção na Lei de Orientação Sexual de 2007 do governo trabalhista, a maioria das quais foi fechada ou secularizada depois de serem forçadas a adotar crianças para casais homossexuais.

Ela disse: “É bem verdade que de cada 12 agências católicas neste país, 9 continuam a atuar como agências de adoção, mas não estão mais ligadas à Igreja Católica. A ausência de discriminação contra um grupo cria discriminação contra outro grupo. A balança não está certa”.

Na mesma noite, a Câmara dos Lordes votou para aprovar uma emenda que permitirá, mas não forçará ainda, as igrejas a realizar “casamentos” homossexuais. Os parlamentares votaram 95 a 21 a favor da emenda na Lei de Igualdade movida pelo parlamentar trabalhista Lorde Alli. A votação foi feita tarde da noite, depois de uma sessão que de forma incomum durou o dia inteiro. A votação foi feita quando já não estavam presentes muitos dos parlamentares que votariam contra a emenda.

O bispo anglicano de Bradford, David James, que votou contra a emenda, avisou contra “conseqüências inesperadas”.

Mas antes da votação, Lorde Waddington, ex-secretário do interior e importante voz na defesa das liberdades cristãs na Câmara dos Lordes, foi mais direto: “Se essa emenda for aprovada, será só uma questão de tempo antes que se argumente que é preconceituoso um pastor, padre ou rabino não querer realizar uma cerimônia de parceria civil na igreja quando a própria lei a permite”.

E se os desafios legais nos tribunais falharem, Lorde Waddington acrescentou, “logo [o principal grupo homossexual de pressão política] Stonewall estará aqui de novo, exigindo a anulação dessa cláusula permissiva e impondo sobre as igrejas a obrigação de registrarem parcerias civis.

“Não é desse jeito que Stonewall sempre agiu? E não foi o sr. Ben Summerskill do Stonewall quem insinuou isso quando recentemente disse que agora todas as religiões não devam ser forçadas a realizar parcerias civis, ainda que em 10 ou 20 anos as coisas mudem?”

Michael Scott-Joynt, o bispo anglicano de Winchester, mais tarde concordou, dizendo: “Creio que essa lei exporá pastores individuais, não a Igreja da Inglaterra, a acusações de discriminação se eles realizarem casamentos como todos fazem, mas se recusarem a realizar cerimônias de parceria civil em suas igrejas.

“A menos que o governo tome uma medida explícita sobre isso, creio que esse será o próximo passo”.

Até a sessão da semana passada na Câmara dos Lordes, a Lei da Igualdade, uma das partes principais da legislação, foi aprovada em todo o processo parlamentar e provavelmente se tornará lei antes da eleição geral que está por vir.

Enquanto isso, os líderes religiosos da Inglaterra continuam a avisar que a legislação “anti-discriminação” do governo trabalhista é uma ameaça séria às liberdades religiosas no que é ainda oficialmente um país cristão.

Lorde Carey, o ex-arcebispo anglicano de Canterbury, condenou as campanhas do governo que “marginalizam” os cristãos, e convocou os cristãos a defender de forma mais vigorosa sua fé.

Ao falar num evento organizado pelo Conselho de Emissoras Cristã, Lorde Carey disse: “É claro que temos de nos levantar contra a marginalização da fé. Temos constantemente de ajudar a sociedade a se lembrar de suas raízes e herança cristã. Conforme escrevi recentemente, se nos comportarmos como capachos, não podemos ficar surpresos se nos tratarem como capachos”.

Apesar de a Inglaterra ter uma conexão constitucional à religião cristã, o Cristianismo tem, na prática, sido firmemente empurrado para a esfera privada, disse ele.

“Preocupo-me com os cristãos, com as igrejas, com os membros de outras religiões e suas tentativas de fazer o que qualquer crente honesto quer fazer ao não guardar sua fé em alguma caixinha, só tirando dentro de casa ou na igreja”.

A sociedade inglesa, disse ele, está em perigo de chegar a um ponto “em que cristãos, e pessoas de outras religiões também, achem cada vez mais difícil sobreviver no serviço público e até no Parlamento”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

31.10.09

Dia de Finados


Autor : Pr. Natanael Rinaldi

1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?

Sim.

A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.

B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.

C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.

D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.

E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.







Fonte: http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1308&menu=2&submenu=8


4.7.09

A Palavra de Deus: Nosso Guarda e Guia

(Dave Hunt)
O homem frutífero do Salmo 1 medita na Palavra de Deus "de dia e de noite", não por um sentido de obrigação, mas porque tem nela o seu "prazer". Em sua mente e em seu coração, continuamente, a Palavra de Deus o guarda e o guia. Como isso é essencial! Lógica e bom senso são úteis. No entanto, sem a Palavra de Deus (que transcende a sabedoria humana) para nos guardar e guiar, somos suscetíveis a tentações e a erros, especialmente quando esses últimos são apresentados convincentemente "em nome de Deus" por aqueles que são respeitados como líderes cristãos.
Deus opera por meio de Sua Palavra: "A palavra que sair da minha boca, não voltará para mim vazia" (Is 55.11a); "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" (Sl 119.11). E Satanás opera para remover a Palavra de Deus do coração do homem: "...vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração" (Mt 13.19). Quando isso lhe é vantajoso, Satanás cita as Escrituras (Mt 4.6) e tenta pervertê-las com o propósito de enganar. Ele inspira os falsos profetas com "novas revelações" que subvertem a Palavra. Temos muitos desses "profetas" na Igreja hoje em dia.

Advertência Sobre os Falsos Profetas

A Palavra de Deus repetidas vezes adverte contra falsos profetas. Precisamos dar ouvidos a essas advertências. Jesus mesmo disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas" (Mt 7.15). "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.11,24). Cristo avisa claramente sobre um movimento de falsos sinais e maravilhas nos últimos dias, promovido pelos falsos profetas. Paulo compara esses falsos profetas a Janes e Jambres, que se opuseram a Moisés e Arão (2 Tm 3.8) com sinais e maravilhas operados pelo poder de Satanás.
Pedro advertiu que assim como houve falsos profetas no tempo do Antigo Testamento, "assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras..." (2 Pe 2.1). O apóstolo João declarou que já em seus dias "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo 4.1). Quanto mais, portanto, deveríamos nós estar alertas quanto aos falsos profetas à medida que a apostasia profetizada para os últimos dias atinge o seu clímax, preparando o mundo e uma falsa igreja para a chegada do Anticristo! Conhecer, amar e obedecer à Palavra de Deus é o único meio seguro de não sermos enganados.
Qualquer uma das seis marcas dos falsos profetas que a Bíblia oferece serve como identificação suficiente: (1) por meio de sinais e maravilhas eles desviam pessoas para servirem a deuses falsos (Dt 13.1-4); (2) suas profecias não se realizam (Dt 18.20-22); (3) eles contradizem a Palavra de Deus (Is 8.20); (4) eles produzem maus frutos (Mt 7.18-20); (5) todos falam bem deles (Lc 6.26); (6) eles negam que Jesus, o único Messias, veio de uma vez por todas na carne (1 Jo 4.3).
Como é trágico que a carta pessoal de amor e orientação de Deus para Seu povo seja tão negligenciada hoje por aqueles que se chamam crentes! Muitos que professam conhecer a Deus e servi-lO têm pouca ou nenhuma sede por Sua Palavra. Em vez disso, buscam sinais e maravilhas, experiências emocionais, novas revelações, o último "mover" do Espírito, ou os dons em lugar do Doador. Como resultado, são suscetíveis a todo "vento de doutrina" (Ef 4.14) e caem vítimas de falsos mestres que "...movidos por avareza, farão comércio de vós com palavras fictícias..." (2 Pe 2.3), "supondo que a piedade é fonte de lucro" (1 Tm 6.5). A mentira popular da "semente de fé" – a idéia de que uma contribuição para um ministério abre a porta para milagres e prosperidade – engana e promove cobiça entre os milhões que ignoram a Palavra de Deus.
O cumprimento das profecias bíblicas é a grande prova da existência de Deus, de que a Bíblia é Sua Palavra, e de que Jesus Cristo é o Salvador prometido. As falsas profecias de muitos dos atuais líderes cristãos são um sinal de alarme estridente. É preciso ouvi-lo! A maior parte das seitas se baseia em falsas profecias que, se apontadas, oferecem uma maneira eficaz de abrir olhos cegos e libertar os membros de tais seitas.

Os Falsos Profetas no Decorrer da História

Entre os falsos profetas das muitas eras da História se encontram vários papas. Como exemplo, a encíclica papal de Gregório XI em 1372 (In Coena Domini) pronunciou o domínio papal sobre todo o mundo cristão, secular e religioso, e decretou a excomunhão para todos que não obedecessem ao papa e não lhe pagassem impostos. In Coena foi confirmada por papas subseqüentes, e em 1568, o papa Pio V jurou que ela deveria permanecer como lei eterna. No entanto, em 1870, dois meses depois do Vaticano pronunciar o dogma da infalibilidade papal, Roma foi libertada do domínio do papa pelo exército italiano, e o papa Pio IX se refugiou no Vaticano, tudo que restara de um vasto império.
Imitando os papas, Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação, profetizou décadas atrás que ele iria conquistar o mundo. Maharishi Mahesh Yogi, fundador do movimento de Meditação Transcendental, declarou que 1975 seria o primeiro ano da "Era da Iluminação", 1977 seria o "Ano da Sociedade Ideal", e 1978 seria o "Ano da Invencibilidade de Todas as Nações". Nenhum comentário precisa ser feito. Herbert W. Armstrong profetizou que a sua Igreja Mundial de Deus seria arrebatada para a antiga cidade de Petra em 1972 e que Cristo voltaria à Terra em 1975 (uma data favorita de muitas seitas). No final dos anos 70, Elijah Muhammad profetizou para seus seguidores muçulmanos negros que o retorno de Deus à América do Norte era iminente.
O mormonismo se vangloria de seus profetas – mas todos eles são falsos. Em 1833, o profeta fundador, Joseph Smith, profetizou que os Estados Unidos sofreriam vários desastres sem igual ("peste, granizo, fome e terremotos") que extirpariam os ímpios (não-mórmons) da terra, deixando os mórmons seguros em seu refúgio de Sião, em Missouri. Em vez disso, os mórmons emigraram (fugidos) para Utah. Entre as muitas outras profecias falsas de Smith está a declaração, feita em 1835, de que Cristo voltaria dentro de 56 anos, e que muitos dos que então viviam "não provariam a morte até que Cristo voltasse".[1] O sucessor de Smith, Brigham Young, profetizou que a guerra civil americana não produziria a libertação dos escravos.
As falsas profecias de Charles Taze Russell formaram a base do que viria a ser a Sociedade Torre de Vigia e a seita Testemunhas de Jeová. Russell declarou que a segunda vinda de Cristo tinha ocorrido invisivelmente em outubro de 1874, que o Senhor estava verdadeiramente presente, e que em 1914, os fiéis (os 144.000) seriam trasladados ao céu e os ímpios destruídos. Armagedom, que começara em 1874, culminaria em 1914 com a derrubada geral dos governantes da Terra e o fim do mundo. Charles T. Russell, ainda na terra, morreu em 1916.
No começo da década de 20, os Testemunhas de Jeová distribuíram nas ruas e de porta em porta um livro intitulado Millions Now Living Will Never Die (Milhões Hoje Vivos Jamais Morrerão). Foi profetizado: "O ano de 1925 é uma data definitiva e claramente marcada nas Escrituras, ainda mais clara que a de 1914... podemos esperar confiantemente que o ano de 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque e Jacó e dos fiéis profetas antigos... na condição de perfeição humana."[2] Os Testemunhas de Jeová chegaram a construir uma casa na cidade de San Diego, na qual os patriarcas deveriam morar, e tentaram passar a escritura em nome do Rei Davi. (A casa foi discretamente vendida em 1954.)
No começo dos anos 40, os Testemunhas de Jeová estavam afirmando que o Armagedom, que estava apenas há alguns meses adiante, colocaria um fim à Segunda Guerra Mundial, e que a derrota dos nazistas traria o reino de Deus à terra.[3] Seu livro Children (Filhos) sugeria que planos de casar e constituir família deveriam ser adiados até depois do Armagedom. Que longa espera! Sem desistir, profetizaram depois que o reino milenar de Deus começaria em 1975. Uma vez mais os Testemunhas de Jeová receberam ordens de não fazerem planos para este mundo, inclusive casar e ter filhos. Muitos abandonaram seus empregos, venderam suas casas e dedicaram-se a ir de porta em porta vendendo literatura e propagando a seita.
O Adventismo do Sétimo Dia (ASD) também se originou com falsas profecias sobre a volta de Jesus Cristo. Tudo começou com William Miller, que predisse que Cristo voltaria em 1843 (data que foi revisada para 22 de outubro de 1844). Miller admitiu seu erro. No entanto, a profetisa do ASD, Ellen G. White, que repetidas vezes endossara a profecia de Miller, insistiu que Cristo havia retornado de fato, mas não para a terra. Em vez disso, Ele havia entrado no "santo dos santos" no céu, "para fazer expiação por todos quantos se mostrassem merecedores dos seus benefícios."[4] Merecedores? Muitas citações podem ser fornecidas para provar que Ellen White ensinava a salvação pelas obras. Eis aqui algumas:
Nossos atos, nossas palavras, até mesmo nossos motivos mais secretos, todos têm seu peso na decisão de nossos destinos... embora... esquecidos por nós, nossas obras darão seu testemunho de justificação ou condenação.[5]
Quando qualquer pessoa tiver pecados que permaneçam no livro de registros, pelos quais não se arrependeu e que não lhe foram perdoados, seus nomes serão apagados do livro da vida...[6]
Cada um de vós deve... trabalhar com toda força para redimir as falhas de sua vida passada. Deus vos colocou num mundo de sofrimento para vos provar, a fim de ver se sois dignos de receber o dom da vida eterna.[7]
Este ensino do "juízo investigativo" é a doutrina fundamental e a principal heresia do Adventismo do Sétimo Dia: que a expiação de Cristo não foi completada na cruz, mas que começou em 1844 no céu, e depende de nossas obras. De acordo com Ellen White, o sangue de Cristo, ao invés de fazer "expiação pela alma" (Lv 17.11) e de nos "purificar de todo o pecado" (1 Jo 1.7), levou o pecado ao céu: "Nossos pecados foram, de fato, transferidos para o santuário celestial pelo sangue de Cristo".[8] Assim Cristo tinha que começar a obra de purificar o santuário celestial (dos pecados que o Seu sangue levara até lá!) por meio do "juízo investigativo". Ellen White declarou que "ministros que não aceitassem essa mensagem salvadora estariam impedindo a obra de Deus" e que "o sangue das almas permanece sobre eles".[9] Os seguidores de William Miller que adotaram esse engano se tornaram Adventistas do Sétimo Dia.
Ellen White fez várias profecias falsas: que "a antiga cidade de Jerusalém jamais seria reconstruída",[10] que ela estaria viva por ocasião do Arrebatamento,[11] que Cristo iria retornar antes da abolição da escravatura,[12] que os Adventistas que estivessem vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do Arrebatamento,[13] e muitas outras. No entanto, seus escritos são reverenciados como se fossem parte da Escritura Sagrada. O décimo sétimo artigo das Crenças Fundamentais do Adventismo do Sétimo Dia afirma:
O Dom de Profecia: Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma marca de identificação do remanescente fiel da Igreja e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como mensageira do Senhor, seus ensinos são uma fonte contínua e autorizada de verdade que suprem à igreja o consolo, a orientação, a instrução e a correção.

Profetas Modernos "Inexperientes"

Falsos profetas continuam entre nós e, muitas vezes, são vistos e ouvidos em programas de rádio e televisão evangélicos. Por exemplo, lá pelo fim de 1975, Kenneth Copeland profetizou: "Quando chegar o mês de janeiro [de 1976], vocês verão mais do derramar da glória de Deus do que em toda a história do mundo... membros amputados serão reimplantados pelo poder de Deus... instantaneamente... os cabelos de homens carecas crescerão e formarão uma farta cabeleira... globos oculares surgirão onde antes não existiam... Deus fará com que o seu automóvel... que faz quinze quilômetros com um litro de combustível, faça uma média de cem quilômetros por litro... o mesmo velho carro!" Essas são apenas algumas das falsas profecias de Copeland, para não falar de suas falsas doutrinas.
As falsas profecias e as "palavras de conhecimento" proferidas pelos associados de John Wimber e suas Igrejas Vineyard (da Vinha) encheriam vários volumes. O reavivamento das gargalhadas que se originou em Toronto e sua última variação (que se espalha como fogo no capim seco) em Brownsville, Pensacola (Flórida/EUA), produziu uma nova geração de falsos profetas. A falta de cumprimento é desculpada com a idéia de que os profetas de hoje são "diferentes" e erros são normais durante o processo de aprendizado, até que os profetas ganhem experiência. Imagine Jeremias dizendo: "Eu erro muitas vezes, mas estou melhorando"!
Benny Hinn é o mais popular dos televangelistas/operadores de milagres de hoje, e muitas de suas falsas profecias estão documentadas no livro The Confusing World of Benny Hinn (O Confuso Mundo de Benny Hinn). Em 31 de dezembro de 1989, Benny Hinn disse: "O Senhor também está me dizendo que por volta de 1994 ou 1995, mas não depois disso, Deus destruirá por fogo a comunidade homossexual americana... O Canadá experimentará um poderoso reavivamento que começará na Colúmbia Britânica, na costa oeste... nos próximos três anos." Basta uma falsa profecia para estabelecer alguém como falso profeta, e as de Benny Hinn são uma legião. Ele nem mesmo consegue dar seu testemunho correto. No livrete PTL Family Devotions (Devoções Familiares PTL) ele diz: "Eu fui salvo em Israel em 1968", mas numa mensagem de 1983, em Saint Louis, ele disse: "Foi no Canadá que eu nasci de novo, pouco depois de 1968". No entanto, no livro Bom Dia, Espírito Santo, ele afirma ter-se convertido em 1972, durante seu último ano no colegial. Mas ele abandonou a escola antes de chegar ao terceiro colegial. Afinal, quando é que ele foi salvo?

Obediência à Palavra

Por três anos, noite e dia, Paulo chorou e advertiu os presbíteros de Éfeso da apostasia que se aproximava e que alguns dentre eles seriam os seus líderes (At 20.29-31)! Como é pequena nossa preocupação com a condição espiritual da Igreja, quando comparada com a de Paulo! E qual foi o remédio que ele ofereceu? Não foi batalha espiritual, nem jejum e oração, mas obediência a Deus e à Sua Palavra: "Agora vos encomendo ao Senhor e à palavra da sua graça" (v. 32).
Há um grande movimento que promove "oração e jejum em busca de reavivamento". Isso soa tão bem! Mas os líderes desse movimento se recusam a dar ouvidos à Palavra de Deus, e promovem o ecumenismo e as heresias! Não precisamos desse tipo de reavivamento! Precisamos de arrependimento por não obedecermos à Palavra de Deus. Precisamos de reforma, não de reavivamento! Há ocasiões em que oração e jejum são errados. Depois da derrota em Ai, Deus disse a Josué que a oração era imprópria porque Israel tinha pecado (Js 7.10-13). Que tragédia experimentar um "reavivamento" liderado por falsos profetas que promovem falsas doutrinas!
Nem todos os Adventistas do Sétimo Dia abraçam as heresias de Ellen G. White. Oremos para que os líderes do Adventismo do Sétimo Dia admitam as falsas profecias de Ellen White e se arrependam de suas doutrinas erradas. Oremos para que líderes evangélicos enfrentem o fato de que suas fileiras estão cheias de falsos profetas. Oremos por um grande clamor contra doutrinas antibíblicas. Oremos para que os líderes evangélicos de hoje corrijam fielmente os falsos profetas.
E que o restante de nós sejamos fiéis em nossas pequenas esferas de influência. Que Deus nos ajude a amar a Sua Palavra, a meditar nela de dia e de noite, a obedecê-la em nossa vida diária, e a lutarmos firmemente contra a perversão dessa Palavra pelos falsos mestres e falsos profetas de nossos dias. Que Sua Palavra seja de fato, nosso guarda e guia! (Dave Hunt, TBC 3/97, traduzido por Carlos Osvaldo Pinto)
Notas:
History of the Church (vol. 2), 182; (vol. 5) 336.
"Millions Now Living Will Never Die", The Watchtower (15 de julho de 1924), 89.
The Watchtower, dezembro de 1941.
Ellen G. White, The Great Controversy, 480.
Ibid., 486-490.
Ibid., 483.
Ellen G. White, Testimonies for the Church (vol. 3), 530.
Ellen G. White, The Spirit of Prophecy (vol. 4), 266.
Ellen G. White, Early Writings, 234.
Ibid., 75.
Ibid., 15-16.
Ibid., 35, 276.
Ellen White, Testimonies, 131-132.Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 1997.

1.5.09

Descaminho das Índias: Uma novela do mal


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

Quando os deuses se enganam


O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:

Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.

No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10).

Nota: 1. Der Spiegel, 11/8/2008.

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).

Espíritos com amnésia ou mentira do diabo?

Quando perguntamos a um espírita se ele crê em vidas passadas, certamente a resposta é "sim". Quando perguntamos se ele se lembra dessas vidas passadas, a vasta maioria responde "não". E se perguntarmos por que ele não se lembra das vidas passadas, a resposta é aquele velho argumento: "Para eu não me lembrar dos meus erros, e isso me acompanhar por todas as minhas reencarnações." Quanto a pequenina minoria que diz se lembrar de outras existências, quase todos viveram em cidades importantes e ocuparam cargos destacados. Nunca encontrei algum espírita que dissesse ter vivido no ano de 1500 entre os índios que aqui moravam. Talvez, depois desse artigo, talvez surjam uns dois ou três. Mas vejamos como Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, explica o que ocorre entre uma vida e outra, no que se refere ao suposto "eu esqueci".

"Um fenômeno particular, igualmente assinalado pela observação, acompanha sempre a encarnação do Espírito. [...] O Espírito perde toda a consciência de si mesmo, de sorte que ele nunca é testemunha consciente de seu nascimento. No momento em que a criança respira, o Espírito começa a recobrar suas faculdades. [...] Mas ao mesmo tempo que o Espírito recobra a consciência de si mesmo, ele perde a lembrança do seu passado, sem perder as faculdades, as qualidades e as aptidões adquiridas anteriormente.” - Allan Kardec, A Gênese, página 187, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.

O Espiritismo Kardecista ousa dizer que esse fenômeno é assinalado pela observação, talvez para dar o ar de científico. Todavia, isso não pode ser provado. Pura imaginação. É muito fácil ensinar a doutrina da reencarnação desta forma: Eu vivi vidas passadas, mas não me lembro de nada, para não viver magoado. Todavia, lembrar-se dos erros é um excelente modo de nos conscientizarmos de não errar mais. Se uma pessoa tivesse sido assassina numa suposta vida passada, ela teria a chance de viver novamente com a pessoa que ela assassinou, e demonstrar o seu amor por ela. Ambas se lembrariam do fato, e viveriam em amor. Entre uma vida e outra, poderiam se encontrar, receber instruções de como se perdoarem, e receberem então uma nova chance. Mas sabemos que nada disso ocorre, porque está ordenado ao homem morrer uma única vez, e depois vem o juízo. - Ler Hebreus 9:27.

Lembramos também que a Bíblia ensina-nos uma verdade lógica e facilmente aceitável sobre o que ocorre depois da morte. Ao ler esse relato, observe que ela nada diz sobre o espírito pensar em retornar para uma nova vida:
"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. [...] Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" - Eclesiastes 9:5, 10.

O Texto afirma que os mortos (evidentemente o espírito deles) não sabem de nada, e o contexto indica que não estão cônscios do que acontece debaixo do sol, ou seja, dos assuntos da terra. Assim, quando se diz que a memória dos que morreram jaz no esquecimento, refere-se ao espírito não ter mais acesso a nós. No que chamamos de estado intermediário, o espírito não tem mais nada a ver com os assuntos debaixo do sol. Mas nada se diz de ele planejar voltar numa reencarnação. No além, ou no mundo dos mortos [sheol, no hebraico], não há projetos, conhecimento, nem sabedoria alguma, no que se refere aos assuntos humanos. Claro que o Espírito tem memória, raciocina, tem consciência de si mesmo, mas não tem mais contato algum com tudo que está debaixo do sol. Ele não projeta, ou planeja, renascer aqui. Jesus nos mostra isso na parábola do Rico e do Lázaro, quando ambos morrem e têm destinos diferentes. O Espírito do Rico, em tormentos, suplica a Abrãao que envie alguém dentre os mortos para alertar seus familiares (do Rico) para que se arrependam. Abraão, que jamais havia reencarnado, pois continuava como Abraão, e há mais tempo no mundo dos mortos (hades, em grego) responde ao recém-chegado Rico qual seria a única forma de um espírito voltar para a terra. Observe:

"Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." - Lucas 16:30, 31.

Então, afirmar que o Espírito perde a consciência ao nascer aqui na terra, mas quando a criança respira ele recobra a consciência de si mesmo, mas se esquece da sua vida passada - tudo isso nada mais é do que pura estória de ficção. Para um espírito vir aqui, segundo a Bíblia, e as próprias palavras de Jesus, nessa parábola, baseada evidentemente em fatos reais, só através da ressurreição. Nem nascer aqui se menciona! Fala-se ressurreição.

Os espíritas deveriam se preocupar mais em ensinar seus adeptos a se arrependeram e buscarem a Jesus como seu Salvador e, portanto, perdoador, enquanto estão vivos. A morte de Jesus é um milagre, pois ela faz por quem O aceita em seu coração o que nem um milhão de reencarnações seria capaz de fazer - salvar o pecador.

Quanto ao "esquecimento", ou se preferir "amnésia espiritual", uma técnica muito interessante de evitar a busca de provas mais concretas, fazendo o leigo aceitar e pronto, dizemos que não estamos interessados em fábulas como essas. Fazemos nossas as palavras de Pedro:

"Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade." - 2 Pedro 1:16.

Todavia, assim como Satanás usou as escrituras para tentar o absurdo dos absurdos - desencaminhar o Deus encarnado, Jesus Cristo - ele tem usado a mesma tática através de seus médiuns espíritas para provar mediante as Escrituras que o Espírito, ao reencarnar, perde a lembrança de vidas passadas. Usam o caso de Jesus. Os espíritas nos perguntam:

"Jesus, enquanto na terra, tinha o mesmo grau de conhecimento que possuía antes de vir à terra? Não diz a Bíblia sobre o menino Jesus que ele "crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria"? (Lucas 2:40) Não prova isso que ele deixou de conhecer o que sabia, enquanto espírito, e precisou aprender tudo de novo, numa nova existência?"

Essa argumentação é errônea porque a Bíblia ensina que Jesus é Deus, e sendo Deus, era eternamente pré-existente. A Bíblia, a quem os espíritas buscam desesperadamente provas para suas alucinações, não ensina que nós somos pré-existentes. Os espíritas não crêem que Jesus era Deus, mas apenas um espírito criado como outro qualquer, porém mais evoluído do que todos os que aqui vieram. Então, desconhecem as duas naturezas de Jesus:

Perfeitamente Deus (João 20:28) e perfeitamente homem (1 Timóteo 2:5). Como homem, Jesus era limitado em saber de todas as coisas, pois afirmou que só o Pai sabia o dia e a hora do fim dos tempos (Mateus 24:36), mas como Deus ele sabia de todas as coisas, fato este reconhecido pelos discípulos de Jesus durante a sua vida na terra (João 16:30) e depois de sua ressurreição (João 21:17) E o próprio Jesus mostrou que, como Deus, lembrava-se da glória que teve junto ao Pai antes de haver mundo. (João 17:1-5) Por fim, usar o exemplo de Jesus como tentativa de provar que nosso espírito se esquece das vidas passadas é uma afronta ao Cristianismo. Uma heresia.

Conclusão

Os Espíritas precisam saber das verdades bíblicas sobre o que ocorre quando morremos. Infelizmente, poucos entre nós estudam o que a Bíblia ensina sobre isso. Falta de tempo não é, porque Deus não é mentiroso em afirmar que para tudo há um tempo. (Eclesiastes 3:1) O que precisamos é usar nosso tempo seletivamente para nos aprofundarmos em assuntos espirituais, e nos capacitarmos para evangelizarmos os em escuridão espiritual. Embora nos reportamos aos irmãos em Cristo, aqui, com palavras de ousadia e corajosas sobre a crença espírita, devemos raciocinar com eles de forma compreensiva e amorosa, sem zombaria. Precisamos entender que eles são vítimas de um falso-deus, chamado Satanás, o diabo (2 Coríntios 4:4), que tenta promover uma crença que, se fosse verdadeira, reduziria a nada o sacrifício de Jesus por nós, visto que a doutrina da reencarnação apregoa a salvação por méritos próprios através de sucessivas reencarnações, e não pela morte sacrificial de Jesus.

Campanha Nacional contra a pornografia


A pornografia é a causa principal de todos os tipos de crimes e pecados sexuais. Contudo, seu crescimento tem sido cada vez mais aceito e até estimulado, resultando no aumento dos casos de adultério, estupro, aborto, homossexualismo, prostituição, pedofilia, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes etc.

No mundo inteiro, muitos casais e famílias estão em crise, por conta da influência da pornografia, que hoje é acessível a todos através da internet. Além disso, todos os anos mais de sete milhões de crianças e adolescentes sofrem algum tipo e abuso ou exploração sexual. O Brasil é atualmente o campeão mundial de pornografia infantil e, não por coincidência, também é o campeão mundial em prostituição infantil. Isso é uma vergonha para nossa Nação (Pv 14.34).

Vivemos num País, onde a família e a igreja estão sob constantes ataques da Indústria pornográfica, que tem recebido apoio da mídia e dos governos, além da conivência de muitos líderes religiosos, que nada fazem contra a crescente imoralidade sexual em nosso País. Como cristãos, não devemos nos conformar com tais fatos (Rm 12.2).

A verdadeira Igreja de Cristo precisa salgar e brilhar neste mundo de trevas, para neutralizar as forças do mal, mas isso não está acontecendo como deveria no Brasil, onde apesar do “crescimento” da igreja, o pecado não pára de crescer. Se nada for feito preventivamente no Brasil, a igreja e a sociedade brasileira sofrerão conseqüências catastróficas nos próximos anos.

A história revela que todas as sociedades que adotaram a cultura da imoralidade sexual foram severamente punidas por Deus (Sl 37.9). Há quem afirme que, nem mesmo em Sodoma e Gomorra foram praticadas tantas devassidões como no Brasil atualmente, onde milhares de crianças são estupradas todos os anos e centenas delas morrem, sem que isso estimule a igreja a uma reação preventiva e combativa contra a origem do problema, que é a pornografia.

Incomodado com esta situação, o Ministério GREI lançou a Campanha Nacional contra a Pornografia, que consiste numa verdadeira Batalha em defesa dos valores éticos, morais e familiares. Essa atuação contra a influência da cultura pornográfica em nosso País é fundamental para o equilíbrio espiritual de nossas famílias e igrejas. Participe dessa campanha e leia o livro BATALHA CONTRA A PORNOGRAFIA.


Profº Cláudio Rufino - escritor e líder da Campanha Nacional contra a Pornografia

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